sábado, 27 de novembro de 2010

é preciso


Por assim dizer....  remar em lugares onde homens escondidos atrás de árvores anciãs  guardam instrumentos cortantes. Perigosos. As pernas precisam ser fortalecidas para fazerem movimentos rápidos. Muito rápidos. As pernas precisam ser mais velozes que as pernas dos homens. Sentimento nulo. Urna eletrônica.  O bonde lembra uma época em que não vivi, só ouvi da mesma vovó  que agora se preocupa com a minha segurança. Aqui tem arrastão.  Tem arco. Bala. Música. Tudo muito. Pouco tempo. Malandreando a menina... garoto pequeno aprendendo a tocar violão com a moça do estrangeiro que pagou um programa de voluntários para servir na favela. Eu vou com ela, tomo um suco muito doce. Pergunto onde é o lixo reciclável para a embalagem de plástico. Não tem, ninguém sabe, ninguém viu. Eu vi as armas dos homens de colete. Nunca tinha visto tão grande. É tudo com emoção, o homem do ônibus leva os passageiros a uma aventura sem igual , curvas brecadas, descidas aceleradas. A música. Ela me persegue porque não sou capaz de dominá-la. O amor, o por do sol, o arpoador. O Rio,   se passaram muitos janeiros, mas nunca um passou um por mim. Há tanto mar. Ainda não sei se agüento o céu e o inferno, mas tenho esperança de esfriar o purgatório. É preciso navegar.                                    Ar.

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