quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Fazendo arte no banheiro


é isso que acontece quando 2 meninas resolvem utilizar o banheiro para expressar seus traços...




visitem!!!




foto by Rafa Fazano

desenho by Estela Santini

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

sábado, 25 de outubro de 2008

domingo, 5 de outubro de 2008

O QUE CONSPIRA

O que conspira
Inspira? Expira
Ou é a gente mesmo que respira
Inalando blues
E soltando as bolinhas da champanhe
Quem conspira
Deseja ? Ama
Ou é o universo mesmo que manda
Reverberando ilusões
Quando conspira
Ontem? Amanhã
Ou é agora mesmo que inspira
Neste instante que já passou
Onde conspira
Na rua? Na chuva
Ou talvez na casinha de sapê
Por que conspira
Para rir ? Chorar
Ou é a gente mesmo que constrói o céu
Da mesma cor do mar

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

M U L I P L I CIDADE


.... as bandeirinhas de Volpi também sao minhas....
e suas.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Bom dia presidente




Bom dia presidente,
será que estamos todos a espera de um milagre?
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hoje o céu está tao lindo
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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Preposiçao indispensável a proposiçao






Quarta a noite dessas no atêliê OÇO surgiu uma discussao/reflexao (desculpem nao acho o tio, cadê o tio???) sobre a possível diferença entre a arte feita por meninas e meninos. Será que o fato da divergência de genitália, um tanto de hormônios e pelos a mais ou a menos influênciam o fazer artístico? Tenho dúvidas quando vejo garotas como Artemisia Gentileschi seguindo os passos de Caravaggio e rapazes Leonilsons costurando um traço cheio de sensibilidade. Certamente o artista dispensa pronomes. O artista, a artista....





Artista é quem se coloca na condiçao de, isso sim é indispensável.







domingo, 29 de junho de 2008

GRUPO AÊ E SOMBAGUÁ NA CINESOL


Dia 21 a banda Sombaguá tocou na galeria Cinesol/ Sebo Arquipélado com proposição em dança do grupo Aê (formação Anne e Estela) intitulada C o r r i m e n t o .
A Galeria Cinesol fica em cima do Sebo Arquipélago e é a única galeria de arte contemporânea no centro velho de Sampa.
Aê é um grupo da linha "faça você mesmo". Pautado em uma atitude contemporânea pseudoparnasopunk que grita "Eu quero dançar!" busca intervenções urbanas e sociais despertando um olhar para a cidade e seus habitantes.


E resolvemos dançar...
Dançar a vida , dançar o coração
Dançar sem saber dançar
Muita energia no corpo para ficar parado
energia locomove a locomotiva

Dançar no chão, no mesmo espaço dos livros

Assim surgiu um grupo
Da vontade que grita
percorrendo as direitas do asfalto
Da vontade que dobra o caminho da 23
e segue


E resolvemos dançar...
Dançar no centro ao centro
Espaço contido
SILÊNCIO
Dançar

E tentar dançar igual nuvem
leve e suave

Assim surgiu um grupo
Da vontade do corpo
Que supera a vontade da cabeça
A cabeça também mexe
as vezes deixa o corpo tonto
Mas ele guenta
É pesada
a cabeça
A cabeça é pesada para não voar
E mesmo assim ela sai andando por aê
Cabeça pesada por aí
Alguém viu uma cabeça?
Ainda bem que a dança não precisa de cabeça
só precisa de corpo
de presença
Porque a cabeça atrapalha a dança
ela vai lá com suas caraminholas
e não deixa o corpo sentir
a música
não deixa o corpo sentir o corpo
o espaço que ele ocupa
Espaço do corpo no ar
é diagonal que grita
é linha que cria
é olhar
é ar que respira
pela cabeça
pela perna
Respira olhando a banda tocar
E a banda também encanta
Canta com o olhar
A banda que canta encanta a dança que tenta não ter cabeça
mas tem mão
e como tremem as mãos
Involuntário frio na barriga
de quem entra no palco
roda no chão
segura o banco
gira
Pés descalços
pés sujos descalços
não querem se calçar
sentir o chão da cidade

A tarde nunca termina a noite
A noite nunca termina
segue na manha
sem cabeça
Aonde foi parar minha cabeça?
PESO
Cabeça pesada não dança
Não pensa
Só sente
o estômago
sem frio na barriga
Mas isso são outros tantos
Quero minha cabeça de volta
mesmo que for para não pensar em nada
Quero minha cabeça de volta
para dançar

domingo, 8 de junho de 2008

Desenhando o C O R P O


O que é o corpo parado pedindo para ser representado,
servindo de modelo para a minha linha
que teima em não me obedecer.

O que é o falo falando?
Normal é não perceber que é natural.
O corpo.
Mistério que habita também em quem escreve.

O que é o corpo que proporciona leituras das mais diversas loucuras?

C o r p o, sucessão de movimentos hidrográficos, grafites delineados, carvão amontoado, borrão de nanquim.

O que é meu corpo desenhando outro corpo?
Esse movimento é desenho ou dança?
Simplesmente vida.
Natural

O corpo é natural
Desmistificado é ainda mais belo
Eu tenho corpo
Que desenha corpos
E isso pra mim não basta.

Meu corpo ainda não me pertence
Fora de controle
Descontrolado corpo fora de controle
Descontrolado
Segura o corpo descontrolado
Senão ele sai por ai
E não encontro mais
O corpo

O corpo precisa de silêncio
O corpo precisa de letras
O corpo precisa de corpos
Talvez até alguns copos
Para desenhar
E isso pra mim não basta.

O corpo nunca cala
Os corpos juntos gritam
O corpo pede corpos
água
E silencio
E isso talvez baste
E isso pra mim não basta.

Corpo louco
Segura o corpo
Leciona para o corpo não sair por ai
Fazendo rabiscos de outros corpos
E daí?

Corpo
Me deixa em paz
Dá mais um copo

faz

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Beijo na Boca


HAPPY END
o meu amor e eu
nascemos um para o outro
agora só falta quem nos apresente
cacaso
1975

domingo, 11 de maio de 2008

quarta-feira, 30 de abril de 2008

ROLÊ EM SAMPA

Sopas Campbell

Trecho da aula de hoje ministrada por Claudinei Roberto no ateliê Oço:


- Você não é poeta? O mundo tá aí. Vê.

- Vi uma lata de sopa Campbell.

- Aonde uma lata de sopa Campbell é importante?

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Daí vem o samba de Paulinho da Viola - * As coisas estão no mundo só que eu preciso aprender..*

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Warhol

in memory.


terça-feira, 29 de abril de 2008

A PRESS


O lugar é cheio de curvas
o lugar é reto
o lugar não interessa
Pressa de chegar...
...o lugar, parado, espera.
A pressa é de quem não tem lugar na reta
a pressa pára na curva
apressa na rua
a presa
Lugar curvo, interessa
lugar reto apressa
a gente
Gente com pressa de estar
no lugar
isso interessa.

domingo, 6 de abril de 2008

O LUGAR ONDE ESTOU



Costumava escrever no papel, rabiscando, apagando, passando por cima, mas aqui acredito que minha vida pode ser facilitada, aqui tem o advento da tecnologia do control alt del.
Escrevi o dia que vivi hoje, o dia em que jovens artistas saíram pela cidade onde todos os dias atravessam, mas nem sempre adentram.
Minha mente está alerta sempre captando, vejo poesia nas pessoas e também rosas no céu.
Que cidade é essa que como diria a banda Sombaguá é "de neuróticos e caóticos, de um povo que não vive sobrevive", que cidade é essa que a garoa fina mobilizou e não impediu a saída de um grupo de jovens artistas do ateliê Oço às rua pelo simples fato de amar.
Mostrar minhas linhas no papel, a foto da escadaria da Vila Itororó, a caminhada dos amigos, o jovem ator de 12 anos ainda não seria suficiente pra compartilhar o que sinto, a dimensão das construções de concreto em minha mente se tornaram alguma outra coisa que ainda não sei direito o que é.



Hoje conheci uma vila de 1922, Vila Itororó. Mais que contar sua história e a luta de seus atuais moradores por se manterem no local quero dizer que a vila faz parte da minha cidade e a cidade faz parte de mim porque não sou ilha. Uma vila é isso , um conjunto residencial, e certamente onde há povoações as idéias fervilham e precisam de uma maneira ou de outra serem expressadas. As maneiras são tantas...




Vila Itororó, igrejas, caminhadas, 360º meu corpo não cansa, a respiração flui quase que tranquilamente. A cidade, ela é importante, ignoro qualquer dor na sola do pé porque o concreto grita mais alto e me leva a 1917 quando os engenheiros londrinos vieram trabalhar na construção da Estação da Luz, uma cidade que eu não conhecia, Vila dos Ingleses.



Caminha, anda fotografa, anda, anda, anda observa, anda desenha, anda anda ama.



Sai da vila, sobe o ponte, o mendigo tá ali também, tá o trabalhador do metro dentro do buracão, tá a moça de mentira vestida de noiva dentro da loja, tão meus passos atentos e felizes chegando ao parque da luz. Tati desenha com linhas precisas e amorosas a arquitetura dessa cidade, essas linhas embolam minha mente e é difícil dominá-las. Então registro um momento romance com a trilha sonora do homem esquisito de preto cantarolando: Esse ar puro, esse oxigênio.
E quem é normal?



O Claudinei tá do meu lado desenhando a Diana e lembro que ele sempre diz, nunca pare de respirar.
A Anne também desenha a pensativa escultura e volta dizendo que viu uma aranha gigante. Uma aranha no meio do parque caçando sua presa.
A gente tava verde, o estômago já produzia iatos indecifráveis.
Indecifrável era a língua falada pelas pessoas no bar e as linhas da torre. PF de cinção, mais traços, idéias, risadas...
Minha cidade tem de tudo um pouco. A cidade me desperta paixões também humanas.
Sinapses aceleradas.




A cidade revela uma vaca pintada na parede, uma santa preta em cima de uma caixa preta escondida no alto de uma esquina suja que fecha a porta de sua casinha depois da terceira foto.
A cidade tem mistérios.
A minha cidade também é sua.
Mais ar.



Quero uma cidade como a roda de Matisse, a alegria de Volpi, quero uma cidade navegável porque preciso conhecer as margens que ainda não fui.

A igreja, o jardim no palácio da polícia, o tempo. Indecifrável tempo insano.



Não queria ir embora, ainda tinha o festival de documentários é tudo verdade e os eventos de qualidade e gratuitos devem ser aproveitados.
No meio do caminho uma manifestação sobre o direito dos animais, um casal, a reforma da avenida, um cachorro, um sinal.
Respirar sempre.

O filme foi “Entre a luz e a sombra”, a cidade tem violência. E isso gera uma série de discussões. Resistir à barbárie com arte.


É sempre assim, as linhas, as palavras e as imagens mexem com meu sono e teimam em fazer parte das 27 horas do meu dia, não reclamo. Amo.

Vai um leite?

Estela Santini
29/03/2008